sábado, 3 de abril de 2010

Desfecho Lacônico

Quanta singeleza!
Num simples ato de envergonhar-se
De algo que em mim não causaria pudor.
Essa criança ainda vai libertar-se
E eu espero ansioso
Por favor não se demore demais.
Não se demore mais.


Corra pela relva.
Mas isso existe?
De onde venho, só se conhece a caatinga
Que alimenta os animais famintos.
Inclusive nós.

Então dá-me um sorriso.
Daqueles orvalhados pela chuva sertaneja.
Que só existem em minha cabeça.

Você deveria dançar.
Eu até arriscaria alguns passos
De mãos dadas com essa lânguidez sublime.
Arrancaria aplausos até de Gardel,
Ou gargalhadas de um boêmio qualquer.
Ou um beijo, dessa boca entumescida,
Ou o escárnio desse lábio desdenhoso.
Mas para mim isso tudo é válido,
e no final eu puder chamar-te:
Minha querida!


Aflaudisio Dantas

12 comentários:

  1. Gostei do poema, mas achei ele tão profundo...

    vc usa bem as palavras, sabe distribuí-las e, mesmo um pouco "leiga" com relação a poesias, consegui ler sem me cansar do texto!

    parabens.

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  2. eu entendi o poema,ele fala de que vale tudo pelo amor da querida,mas o que significa Laconico? perso me pela ignorancia

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  3. Acho que o poema está nuns tons acima do que deveria ("languidez" não tem acento). Abraços e sucesso com o blog!

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  4. um belo olhar sobre a admiração.
    pelo menos eu vi assim. e acho legal a força da coisa escrita, onde cada um acaba enxergando uma coisa que nem sempre foi o q o autor quis dizer.

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  5. não sou bom em entender poemas, nunca gostei disso

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  6. Você escreve muito bem, continue assim. :)

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  7. Que alimenta os animais famintos, inclusive nós: o ápice deste belo poema!

    abç
    Pobre Esponja

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  8. não entendo muito de poemas, mas legal seu blog para quem gosta de poemas.

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  9. Gostei do poema. =)

    http://boomnaweb.blogspot.com/

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