quarta-feira, 20 de maio de 2009

Indagações

Para que falar de flores?
Se a seca mata mais
Do que os canhões.
Para que falar de amor?
Nem só de sentimentalismos
Vivem os corações.

Para que falar de sexo?
Quem tem fome,
Não consegue ter ereção.
Excitado o miserável só fica,
Quando vê a sua frente
Um pedaço de pão.

Para que olhar o Céu?
E amargamente agradecer,
O pão nosso de cada dia?
Se o pão mofado,
Que agora comemos,
Só faz aumentar nossa agonia.

Aflaudisio Dantas

7 comentários:

  1. Muito bom!
    Foi um dos melhores que li em seu blog...

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  2. Muitas msg em um só poema .. fez com que fica-se apensar em uma seria de coisas .. parabéns!!

    Abç.

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  3. eu não gosto muito de poesias,dessa eu gostei

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  4. Interessantíssimo o seu poema.

    Eu tenho uma forte tendência a escrever poemas de dor de cotovelo, mas quando vejo algum igual ao seu me vem em mente várias ideias de criticas sociais narradas em forma de versos. Mas é passageiro. Logo me pego maldizendo os amores e desamores novamente.

    Monotonia por monotonia, fico com o amor, mas admiro quem saiba fazer uma boa crítica social em tempos de alienação profunda.

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  5. tem um poema meu bem pqueno que diz:

    Como merecer o pão de cada dia?
    Sendo aprendiz do oficio maior que é existir?.

    Lindo texto!!!

    poema novo no mewu blogger espro visitas!!!

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